Mais uma Copa do Mundo chega ao fim, dessa vez com o segundo título da Espanha. O Brasil continua sendo o maior campeão com cinco conquistas, mas a última estrela já tem 24 anos. O nosso assunto aqui é surf, mas o futebol faz parte da vida do brasileiro. Você sabe (ou lembra) como era o mundo do surf em 2002?
Circuito Mundial (WCT)
O circuito mundial de surfe da ASP (atual WSL) em 2002 foi marcado pela consagração do havaiano Andy Irons, que conquistou seu primeiro título mundial e interrompeu a hegemonia do americano Kelly Slater, dando início a uma das maiores rivalidades da história do esporte. No feminino, a australiana Layne Beachley levou o pentacampeonato mundial.

Andy Irons
O Desempenho de Andy Irons
Início arrasador: Venceu duas das três primeiras etapas da temporada (incluindo o Rip Curl Pro e o Billabong Pro Tahiti).
Título antecipado: Garantiu a taça em dezembro de 2002, durante a penúltima etapa em Sunset, após a derrota do australiano Luke Egan.
Fechada com chave de ouro: Coroou o ano vencendo o prestigiado Pipeline Masters no Havaí, faturando também o título da Tríplice Coroa Havaiana (Vans Triple Crown).
Outros Destaques da Temporada
Retorno de Kelly Slater: O multicampeão havia voltado a competir em tempo integral no tour, mas foi superado pela força e agressividade de Irons nas ondas pesadas.

Kelly Slater na etapa da Gold Coast em 2002
Etapa no Brasil: O WCT masculino passou pela Praia de Itaúna, em Saquarema (RJ), e foi vencido pelo australiano Taj Burrow.

Taj Burrow era uma das grandes estrelas do surf no ano do penta mundial de futebol do Brasil
Circuito Brasileiro Super Surf
O circuito brasileiro de surfe de 2002 — profissionalmente conhecido na época como SuperSurf — foi uma das edições mais equilibradas e emocionantes da história, terminando com a consagração do carioca Léo Neves no masculino e da também carioca Andréa Lopes no feminino.
A Disputa Masculina
Equilíbrio histórico: A temporada foi tão acirrada que, na última etapa realizada na Prainha, no Rio de Janeiro (RJ), 20 surfistas chegaram com chances matemáticas de conquistar o título nacional.

Marcelo “Trekinho”
O título de Léo Neves: Aos 23 anos, o surfista de Saquarema conquistou seu primeiro título brasileiro ao vencer uma final histórica contra o paranaense Peterson Rosa (que buscava o tetracampeonato) por um placar de 18,83 a 14,50 pontos.
O fenômeno “Trekinho”: O também carioca Marcelo Trekinho foi um dos grandes destaques do ano. Ele venceu a primeira etapa em Maresias, tirou três notas 10 na mesma competição e liderou boa parte do circuito, terminando em 3º lugar no ranking geral.
A Disputa Feminina
Título antecipado: Diferente do masculino, a categoria feminina foi decidida antes mesmo da grande final. Andréa Lopes garantiu a taça de campeã brasileira por antecipação após vencer a penúltima etapa do ano, em Florianópolis (SC).

Andréa Lopes
Festa na Prainha: Na última etapa carioca, a surfista Taís de Almeida venceu a prova nos segundos finais da bateria, coroando a festa do surfe do Rio de Janeiro naquele ano.
Curiosidade da Época
A premiação final do circuito para os grandes campeões era uma picape Volkswagen Saveiro 0 Km. O sucesso do campeonato de surfe nacional patrocinado pela marca foi tão grande que a montadora acabou criando uma versão oficial de fábrica do carro chamada de Saveiro SuperSurf, que virou um ícone automotivo jovem nos anos 2000.

Saveiro Super Surf
Fique ligado… na nossa próxima atualização traremos os principais lançamentos em filmes de surf no ano do penta. Spoiler: dois clássicos inesquecíveis estão nesta lista